Paredão

Se você acredita no dito popular "as paredes têm ouvidos", não se esqueça, que além de ouvir elas também falam. Espaço reservado para todas as paredes colocarem a boca no mundo. E revelarem os segredos e intimidades mais escondidos e bem guardados. Cuidado! Você está sendo vigiado!

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Conversando com as paredes...

Janeiro 30, 2009

estou testando

Postado por Amores, em 1:38 AM

Outubro 14, 2008

VOCE AINDA É JOVEM... VELHICE É OUTRA COISA

Hoje fui ao salão cortar meus cabelos. Fiz um corte radical e quando ainda estava me acostumando com a idéia de ter cortado o cabelo curtinho, a cabelereira exclama:

- Não acredito!!!!!!!!!!!!! Achei um cabelo branco!

Sim, meu primeiro fio de cabelo branco. Eu tive uma sensação estranha. Nao foi tristeza, foi apenas uma sensação de ver o tempo passando sem que eu tivesse me dado conta disso. A idéia de um cabelo branco numa cabeça jovem mexeu comigo. Cheguei em casa e contei pra minha mãe. Ela disse "Que bobagem! um cabelo branco significa apenas falta de melanina."

- Não mãe... nao é só isso, você sabe.
- Mari, qual o problema? É so um fio branco.
- Ah mãe, vai me dizer que você pensou assim quando achou seu primeiro fio branco?
- Eu não... Eu fiquei deprimida mesmo, foi quando achei meu primeiro fio branco na virilha... Pelos pubianos também ficam brancos, minha filha.
- P.......

Postado por Amores, em 10:17 PM

Outubro 12, 2008

PÃO DURO E DIABO VERDE

Hoje meu pai resolveu fazer um bolo. Eu estava na cozinha escrevendo e-mails quando ele chegou e começou a mexer a massa do bolo. Massa pronta daquelas que a gente adciona leite, ovo e margarina. Bolo de domingo feito pela mãe é uma das minhas boas lembranças dos meus tempos de criança. Do meu pai também. Ele fez a massa, colocou na forma com ajuda do pão duro e começou a rir.

- Que foi, pai?
- To lembrando da sua avó. Ela não tinha pão duro em casa, então passava horas raspando a tigela com a colher de pau. Depois de muito tempo, quando a tigela já não tinha mais quase nada, ela me dava para eu comer (comer a massa crua).
- Mas sobrava alguma coisa?
- Claro, a colher não conseguia ir no fundo da tigela. Eu comia algumas poucas sobras de massa...

Parei o que eu estava fazendo pra prestar atenção na historia. Minha mãe também me dava a tigela do bolo pra raspar e comer de colher, mas ela, diferente da minha avó, tinha pão duro. Isso significa que o que sobrava pra mim não era NADA comparado ao que meu pai comia.
Acho que herdei do meu pai a vontade de comer massa de bolo cru. Também foi herança dele o gosto por carne seca e bacalhau sem cozinhar, daqueles que a gente tira uma lasquinha no super-mercado e fica morrendo de medo de alguém estar vendo.
O pão duro, que na época da minha avó ainda não existia, e que na geração da minha mãe era item obrigatõrio na cozinha, me fez pensar um pouco sobre as facilidades e dificuldades que a tecnologia traz pra vida das pessoas. Nem sempre o que é bom pra uns é bom pra todo mundo. Analisando o pão duro pela perspectiva da dona de casa, foi uma invenção extraordinária, mas na visão do consumidor da massa crua, foi como um corte no orçamento.

Quando meu pai falou saudosista dos tempos em que minha avó era viva, e que não existia o pão duro, eu tambem lembrei com saudades do tempo em que me era permitido lamber a tigela do bolo.
Meu pai colocou a massa no forno e voltou a rir.

- O que foi agora.
- Estou me lembrando do dia que a pia lá de casa estava entupida e minha mãe comprou diabo verde pra desentupir.
- Diabo verde?
- É um desentupidor, uma mistura de soda cáustica...
- Sei.

Risadas. Meu pai lembra do medo que a minha avó tinha do diabo verde. Tudo por causa do nome.

- Meu filho, você que vai por isso, tã?
- Tá mãe.
- Toma cuidado, isso pode pular...
- Que isso mãe!
- Olha o nome disso, meu filho...
- Bobagem mãe, não tem nada disso não.

Nós dois demos muitas risadas.

Procurei no google "Diabo Verde", a melhor definicao do produto foi este site aqui:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Diabo_Verde

Postado por Amores, em 8:31 PM